"A melhor felicidade que exite é a felicidade sem motivos"

terça-feira, 17 de setembro de 2013


O poder da leitura
Estava aqui lendo o dicionário Aurélio, é eu costumo estudar o dicionário, afinal aprender palavras novas é sempre legal. E decidi procurar o significado da palavra livro, que é a “Reunião de folhas impressas presas por um lado e enfeixadas ou montadas em capa” é, realmente livro vai além desse significado, eu descreveria que livro é a reunião da imaginação humana em folhas de papel que te leva para um mundo fictício e encantador. É tão bom entrar na imaginação de outras pessoas, construir suas próprias cenas, seu próprio mundo.



Nasci em uma família que não tem o costume de ler e eu até entendo o porquê, mas isso nunca me impediu de conhecer os livros. Lembro como se fosse ontem o primeiro livro que li na vida, estava na quinta série no auge dos meus 11 anos e fui meio que “obrigada” a ler tal livro. “Saudade da vila” de Luiz Galdino, jamais vou esquecer do meu primeiro livro, tenho ele guardado até hoje. Demorei pra pegar ele para ler, mas precisava para poder fazer meu trabalho de português e assim eu fiz. Abri e comecei a ler a primeira página, segunda, terceira e quando eu vi já tinha terminado de ler as suas incríveis 45 páginas, as primeiras 45 páginas de imaginação humana que li. Duas horas lendo aquilo que seria uma das minhas grandes paixões hoje. Quando percebi estava doando as minhas bonecas pra arrumar lugar no armário para meus queridinhos. 



Hoje eu posso dizer que sou uma “livromaníaca” nem sei se isso existe, mas eu sou. Amo imaginar lugares, pessoas, objetos e tudo mais que só um livro me proporciona. Tem um trecho de uma musica da banda FUSCA que diz o seguinte, “viajo o mundo sem sair do lugar” na musica esse trecho se refere a outra coisa é com outro sentido, mas trouxe como explicação para o que sinto quando leio um livro. Eu realmente viajo o mundo sem sair do lugar, o ultimo que li me levou para a Holanda e foi sem duvida uma experiência única imaginar a Holanda do jeito que só eu posso imaginar e não do jeito que as pessoas a veem.


Tenho vontade de sair distribuindo livros para meninas e meninos de onze anos que estão na quinta série. Para eles terem a mesma experiência que eu tive quando li Saudade da Vila, mostrar pra eles que o mundo vai além do real, que o mundo imaginário pode ser mais atraente, mais divertido, mais encantador e do jeitinho que a gente quiser que seja. Ler é viciante e eu sou completamente apaixonada por esse vicio.

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